Antonio e Camila Pitanga relacionam a ancestralidade negra à resistência em tempos de opressão e relembram momentos importantes de suas carreiras

Homenageados pela 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes, os atores Antônio Pitanga e Camila Pitanga participaram de um bate-papo com o público no começo da tarde de sábado (dia 25)

Homenageados pela 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes, os atores Antônio Pitanga e Camila Pitanga participaram de um bate-papo com o público no começo da tarde de sábado (dia 25), no Centro Cultural Sesiminas Yves Alves. O mediador da mesa, Pedro Maciel Guimarães, enumerou alguns dos grandes nomes do cinema brasileiro com quem o ator de 80 anos trabalhou ao longo de décadas de carreira. Ouvindo a lista, Antônio fez questão de lembrar do primeiro de todos, o baiano Trigueirinho Neto, com quem fez “Bahia de todos os Santos” em 1960 e de onde tirou o sobrenome que adotou nos anos seguintes. No filme, o jovem ator Antônio Sampaio, então estreante nas telas, interpretava um personagem chamado Pitanga.

Entre memórias pessoais, histórias de amigos e reflexões sobre ser um homem negro pobre que ascendeu no mundo artístico e se tornou um ícone, Antônio Pitanga emocionou a plateia com sua lucidez, clareza de pensamento e o carisma característico. “Alguém precisa ser o animador de plateia, né?”, brincou. Ao relembrar a juventude, ele celebrou o fato de nunca ter sido tratado como vítima ou desprivilegiado por seus colegas de teatro e cinema, e sim como alguém em iguais condições, algo que o empoderou e o fortaleceu ao longo de sua trajetória.

No caso de Camila, ela se comoveu com a presença e a carreira do pai e exaltou a ancestralidade negra como modelo de resistência aos desmandos das figuras de poder que insistem em mecanismos de opressão. “A história oficial é a das molduras dos homens brancos ditos vitoriosos, mas isso deve ser reelaborado”, defendeu a atriz.

Conectando sua trajetória à vivência com o pai, Camila relembrou a feitura do documentário “Pitanga”, que ela dirigiu em parceria com Beto Brant. “Meu pai é esse contador de histórias maravilhoso, que tem todo um cuidado com as palavras e esse sabor de te fazer ficar dentro daquilo que ele conta. O Beto [com quem ela trabalhou em ‘Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios’] me chamou atenção para a importância disso ser transformado num filme. Foi um processo fundamental pra mim, como filha e como artista, olhar meu pai mais de longe, pra além do trato familiar”, contou.

Antônio, a princípio, foi relutante com a realização de “Pitanga”, mas depois de conversas com Camila e Beto, acabou convencido de que sua história representava sentidos muito grandes. “Fiz o filme e foi maravilhoso. E aí fui assistir e até eu gostei daquele Antônio Pitanga que está ali!”, brincou, aos risos.

Fotos: Netun Lima/Divulgação

SOBRE A MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES


Maior evento dedicado ao cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias nacionais, de longas e curtas – uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.

Trata-se de um programa audiovisual que reúne todas as manifestações da arte numa programação cultural abrangente oferecida gratuitamente ao público que prevê a exibição de mais de 100 filmes brasileiros em pré-estreias nacionais, mais de 40 sessões de cinema, homenagens, oficinas, debates, seminário, mostrinha de cinema, exposições, lançamento de livros, teatro de rua, shows musicais, performance audiovisual, encontros e diálogos audiovisuais e  atrações artísticas.

 

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