Filmes realizados em família marcam 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes

A família está no centro de diversos filmes em exibição este ano na 23a Mostra de Tiradentes. Não só das narrativas e dispositivos, mas principalmente na feitura e produção. A homenagem a pai (Antônio Pitanga) e filha (Camila Pitanga) – que fizeram juntos o documentário “Pitanga”, como diretora e personagem – tem reverberado na programação de maneira sempre surpreendente. 

A começar pelo filme de abertura, “Os Escravos de Jó”, dirigido pelo cearense Rosemberg Cariry e produzido por sua filha, Bárbara Cariry. Ela também vem produzindo os longas do irmão, Petrus, que em outros anos esteve na Mostra com “O Grão” (2007) e “Clarisse ou Alguma Coisa sobre Nós Dois” (2015).

Na noite de terça-feira (dia 28), foi realizada a exibição de “É Rocha e Rio, Negro Léo”, novo trabalho de Paula Gaitán. No filme, ela documenta horas de conversa com o músico e sociólogo Negro Léo, casado com a cantora Ava Rocha, filha de Paula com o cineasta Glauber Rocha. 

“Ter amor por uma pessoa não necessariamente é ter admiração, então eu não faria um filme com ele se não o admirasse para além de ser meu genro”, afirmou Paula sobre as motivações do filme. A proximidade entre eles ampliou a liberdade dela de adentrar o cotidiano do artista. “A Paula está sempre lá em casa, e o filme registra o que são os nossos encontros mesmo, conversando no sofá, sentados ali papeando”, disse Negro Léo. A cineasta revelou ter planos de fazer um filme com a neta, Uma, também presente na exibição.

No caso de “Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu”, primeiro longa-metragem de Bruno Risas como diretor e exibido na Mostra Aurora, os atores são pai (Julius Machado), mãe (Viviane Machado), irmã (Iza Machado), avó (Geny Rodrigues) e ex-companheira (Flora Dias) do cineasta. Todos se dispuseram ao experimento de Risas de filmar o dia a dia da família inserindo elementos de ficção científica e de estranhamento que dão a um suposto documentário toda a formatação e encenação de um projeto de ficção. “Nós tivemos rotina de trabalho, de ficar 12 horas por dia em função do filme”, contou ele em debate.

Apesar de estar na casa dos pais e de ter liberdade total na relação com Viviane e Julius, Risas adotou o ritmo cadenciado de produção (respeitando os humores e experiências de cada um) como mote para um melhor desenvolvimento, inclusive para que os parentes se relacionassem também fortemente com o material sugerido. “Eu não sou atriz e aceitei fazer o filme, no começo, por estar disposta a ajudar meu filho no que ele precisasse. Com o tempo fui entendendo aquilo como um trabalho e isso me mudou completamente, mudou a minha maneira de me relacionar com várias coisas”, revelou Viviane, mãe de Bruno. 

Outro filme “familiar” na Mostra é “Até o Fim”, da dupla baiana Glenda Nicácio e Ary Rosa. O enredo segue três irmãs e a filha de uma delas numa noite de espera, revelações e mágoas acumuladas. Apesar das atrizes não serem irmãs de fato, duas delas são sobrinha (Maíra Azevedo) e tia (Arlete Dias). Para Maíra, a intimidade entre ambas foi essencial para que ela, em sua estreia nos cinemas, ficasse à vontade. “Quando eu estava angustiada, quando eu queria ir embora e desistir, minha tia me ajudava, me apoiava e foi fundamental para que eu ficasse e acreditasse no que estava fazendo”, contou. 

Até o final da Mostra, outros filmes de e com famílias devem aparecer. Confira a programação completa e acompanhe.

 

SOBRE A MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES


Maior evento dedicado ao cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias nacionais, de longas e curtas – uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.

Trata-se de um programa audiovisual que reúne todas as manifestações da arte numa programação cultural abrangente oferecida gratuitamente ao público que prevê a exibição de mais de 100 filmes brasileiros em pré-estreias nacionais, mais de 40 sessões de cinema, homenagens, oficinas, debates, seminário, mostrinha de cinema, exposições, lançamento de livros, teatro de rua, shows musicais, performance audiovisual, encontros e diálogos audiovisuais e  atrações artísticas.

 

Acompanhe a 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes e o programa Cinema Sem Fronteiras 2020.

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Serviço


 23ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES | 24 de janeiro a 1o de fevereiro de 2020

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio: ITAÚ, TAESA, CBMM, COPASA, CEMIG, CODEMGE|GOVERNO DE MINAS GERAIS

Parceria Cultural: Sesc em Minas

Apoios: SESI FIEMG, CAFÉ 3 CORAÇÕES, MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, OI, DOT, MISTIKA, CTAV, CIA/NAYMAR, CINECOLOR, THE END POST, CANAL BRASIL, REDE GLOBO MINAS, PREFEITURA DE TIRADENTES, POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS.

Idealização e realização: UNIVERSO PRODUÇÃO

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E TURISMO | GOVERNO DE MINAS GERAIS

SECRETARIA ESPECIAL DE CULTURA, MINISTÉRIO DA CIDADANIA - GOVERNO FEDERAL|PÁTRIA AMADA BRASIL

 

LOCAIS DE REALIZAÇÃO DO EVENTO


Centro Cultural Sesiminas Yves Alves   

Largo das Fôrras  

Largo da Rodoviária

Escola Estadual Basílico da Gama

Espaço Cultural Aimorés

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA 


ETC Comunicação | (31) 2535.5257 |99120.5295 – Luciana d’Anunciação – luciana@etccomunicacao.com.br

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Produção de textos: Marcelo Miranda