MOSTRA REVELA DIVERSIDADE DE GÊNERO E RAÇA NA PRODUÇÃO DE CURTAS

Principal vitrine do cinema autoral e contemporâneo brasileiro, a Mostra de Cinema de Tiradentes realiza, desde 2019, um levantamento pioneiro no Brasil que apresenta a autodeclaração de gênero e raça dos diretores e diretoras. Os números apurados referem-se aos 81 curtas selecionados para a edição deste ano. 

Comparando os dois anos do levantamento, Tatiana afirma que os números apontam um deslocamento e uma ampliação. “Estamos vivendo esse momento muito forte, de um conjunto mais amplo e múltiplo e plural de olhares, de pontos de vista, de lugares de vivência no cinema. Até pouco tempo, quando discutíamos a pluralidade e falávamos da autoria no cinema, normalmente nos referíamos a pessoas brancas, notadamente homens brancos. Hoje, é possível usar essa mesma adjetivação para ampliar”.

Apesar de relevante, a questão de raça e gênero não foi decisiva para a seleção das produções da Mostra, não se sobrepondo à força dos filmes, conforme destaca Tatiana. “Ao olharmos para os dados, percebemos essa diversidade de raça e gênero dos realizadores. É obvio que isso, de alguma maneira, se expressa nos filmes, mas não é definidor. A força dos trabalhos, a maneira como cada produção se impõe, isso sim é determinante”, pondera. 

Comparativo

Por Raça

Total de curtas selecionados para a 23ª Mostra Tiradentes: 81

Quantidade de realizadores (no geral de selecionados): 99

Curtas com pessoas autodeclaradas negras na direção (exclusivamente): 24

Curtas com pessoas autodeclaradas negras em co-direção: 3

Curtas com pessoas autodeclaradas indígenas em co-direção: 3

Curtas com pessoas autodeclaradas asiáticas na direção (exclusivamente): 1

Curtas com pessoas autodeclaradas asiáticas na co-direção: 1 

 Por Gênero

Curtas com pessoas autodeclaradas mulheres na direção: 23

Curtas com pessoas autodeclaradas travestis na direção: 1

Curtas com pessoas autodeclaradas homens na direção: 48

Curtas com pessoas autodeclaradas não-binárias na direção: 1

Curtas com pessoas autodeclaradas gênero indefinido na direção: 1

Não responderam: 35 

 

Comparando os dois anos do levantamento, Tatiana afirma que os números apontam um deslocamento e uma ampliação. “Estamos vivendo esse momento muito forte, de um conjunto mais amplo, múltiplo e plural de olhares, de pontos de vista, de lugares de vivência no cinema. Até pouco tempo, quando discutíamos a pluralidade e falávamos da autoria no cinema, normalmente nos referíamos a pessoas brancas, notadamente homens brancos. Hoje, é possível usar essa mesma adjetivação para ampliar”.

Os dados apontam, ainda, uma diversidade de gênero e raça cada vez maior entre os realizadores e realizadoras de produções participantes do evento. Essa presença plural se expressa numa multiplicidade de olhares sobre o cinema e nas diversas linguagens e estéticas dos curtas selecionados para a Mostra Tiradentes.

Perspectivas

Apesar do levantamento ser feito especificamente junto aos realizadores de curtas, é possível destacar essa pluralidade de perspectivas também em relação aos longas-metragens. “Percebemos, nos longas desse ano, que a multiplicidade está mais vinculada à proposição estética de cada realizador. Não vejo como algo vinculado exclusivamente a uma questão estritamente de gênero e raça. Politicamente, há pluralidade, pois temos uma maior presença de mulheres e negros na direção dos filmes, algo que não era tão comum. Isso existe porque os filmes são fortes, não é a priori”, afirma Lila Foster, curadora de longas.

A partir dessa perspectiva, o desafio da curadoria é grande: captar essa multiplicidade nas obras selecionadas para a mostra. “É um recorte do cinema brasileiro que do ponto de vista da curadoria, pudemos fazer. O gesto da curadoria foi o de tentar construir um conjunto que dê conta do que a sociedade brasileira é e quer ser”, explica Tatiana.

Lila Foster ressalta, ainda, “que a força dos filmes vem de proposições estéticas arrebatadoras, montagens impressionantes ou repletas de agilidade. Outra forma de impactar é através de uma simplicidade da linguagem, que não é algo menor de forma alguma”.

Para Francis Vogner dos Reis, coordenador curatorial e curador de longas,o desafio é justamente fazer um recorte, onde a gente não se limite a uma só perspectiva, é fazer que seja uma síntese dessas perspectivas todas, sociais, politicas, econômicas, formais e conseguir relacioná-las. São muitas questões, mas acredito que o tema da imaginação como potência consegue fazer esse recorte preciso e ao mesmo tempo diverso”.

 

SOBRE A MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES


Maior evento dedicado ao cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias nacionais, de longas e curtas – uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.

Trata-se de um programa audiovisual que reúne todas as manifestações da arte numa programação cultural abrangente oferecida gratuitamente ao público que prevê a exibição de mais de 100 filmes brasileiros em pré-estreias nacionais, mais de 40 sessões de cinema, homenagens, oficinas, debates, seminário, mostrinha de cinema, exposições, lançamento de livros, teatro de rua, shows musicais, performance audiovisual, encontros e diálogos audiovisuais e  atrações artísticas.

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 23ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES | 24 de janeiro a 1o de fevereiro de 2020

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

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Patrocínio: ITAÚ, TAESA, CBMM, COPASA, CEMIG, CODEMGE|GOVERNO DE MINAS GERAIS

Parceria Cultural: Sesc em Minas

Apoios: SESI FIEMG, CAFÉ 3 CORAÇÕES, MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, OI, DOT, MISTIKA, CTAV, CIA/NAYMAR, CINECOLOR, THE END POST, CANAL BRASIL, REDE GLOBO MINAS, PREFEITURA DE TIRADENTES, POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS.

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