CURTAS NA PRAÇA

A sessão noturna da Praça é aberta por Margaridinha, uma criança antiga, filme das diretoras Caroline Chamusca e Karla Beck. O curta imagina a vida de uma menina e suas vivências no bairro carioca do Méier no início do século XX, a partir da colagem e manipulação de imagens de arquivo que datam dos anos 1930. O filme é seguido por 4 bilhões de infinitos, do realizador mineiro Marco Antônio Pereira, que se aproxima do olhar lúdico e imaginativo das crianças para fazer uma homenagem apaixonada ao ato de assistir e se encantar com filmes. Forrando a Vastidão, de Higor Gomes, outro título mineiro na sessão, é um curta que quebra com a lógica atribuída a certo cinema pandêmico e caseiro, e traz como protagonista uma senhora em treinamento e preparação para um momento importante no futuro.

Na sequência é exibido Magnético, um documentário de Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt que investiga, a partir das perspectivas opostas e conflitantes dos próprios moradores, uma série de estranhos fenômenos acontecidos em Ipuaçu, pequena cidade no interior de Santa Catarina. A sessão é concluída pelo documentário Cabocolino, fruto de linha específica da Lei Aldir Blanc para perpetuação de saberes populares. Dirigido por João Marcelo, o filme mergulha na mensagem de Seu João de Cordeira, mestre do Bloco de Caboclinhos do Sítio Melancia, no município de João Alfredo, interior de Pernambuco.

MOSTRINHA

A sessão infantil reúne curtas-metragens de animação que se dedicam à formação do olhar e ao estímulo à paixão pelo cinema, trazendo diversão para todas as idades. O primeiro filme é Histórias de Criança: o Pirata Chulé e o Jogo do Tesouro, de Heder Dias Godinho. Realizado em Minas Gerais, o filme é um faz-de-conta que mistura a linguagem dos videogames para contar aventuras de pirata. Meu Melhor Amigo, dirigido por Laly Cataguases, também é um curta mineiro e traz um menino que, ao se perceber triste e solitário, constrói um amigo de papel que ganha vida.

Na sequência, assistimos à produção  goiana A Natureza Agradece, de Ana Maria Cordeiro. De maneira lúdica, o filme traz uma crítica à maneira como lidamos com a natureza por meio da história de um garoto que vive com seu pai em um pequeno sítio e vê o rio local ameaçado por poluentes despejados por uma fábrica. Encerrando a sessão, temos mais um filme que tem participação de crianças. Vento Viajante é co-dirigido por Analúcia Godoy e pequenos estudantes de uma escola do litoral leste do Ceará e mostra, de maneira didática e divertida, como a natureza de uma região sofre influências da ação do vento.