FILM WITH ENGLISH SUBTITLES

Em que se diferem o viajante e o exilado? Como pensar a memória criada no exílio? Esses são os eixos pelos quais gira Diário de Sintra. O filme é um relato poético do exílio de Glauber Rocha nesta cidade, em que as fotografias servem de guia mnemônico para a busca de vestígios da passagem do cineasta por Sintra. O filme se constrói na fronteira de uma memória fragmentada, involuntária, inconclusa e precária.


Disponível: de 00h00 do dia dia 23/01 até 23h59 do dia 30/01

Classificação: Livre

Direção e roteiro: Paula Gaitán

Festivais
Foi selecionado para mais de 15 Festivais pelo Brasil e pelo mundo, com destaque para:
> Tribeca Film Festival (EUA)
> Bafici (Argentina)
> Viennale Film Festival (Austria)
> Seoul International Film Festival (Coréia)
> Festival Internacional del Nuevo Cine Latino-americano, Havana (Cuba)
> Festival de Guadalajara (México)
> Festival do Rio (Brasil)
> Mostra Internacional de São Paulo (Brasil)

 

Críticas:

Assistir a Diário de Sintra, de Paula Gaitán, é como mergulhar num continente cinematográfico inexplorado. Uma meditação de uma grande força poética sobre os temas da memória, do tempo e das perdas que nos acompanham, Diário de Sintra é também um dos relatos mais envolventes e honestos apresentados no cinema em muito tempo”.
Walter Salles, cineasta, em Diário de Sintra: Reflexões sobre o filme de Paula Gaitán, org. Rodrigo de Oliveira (Confraria do Vento, 2009)

Um poema de tom alquímico sobre seu falecido marido, o pioneiro do Cinema Novo brasileiro Glauber Rocha, Diário de Sintra, de Paula Gaitán explora os limites exteriores da memória. Fotos de Rocha são penduradas de árvores, colocadas para flutuar até o mar ou esparramadas poeticamente sobre rochas. Mas quando Gaitán coloca estes restos fetichizados de memória particular nas mãos calejadas de trabalhadores, que vão encará-las com reverência (“ele parece um homem bom”) ou revirá-las com impaciência (como as vendedoras de peixe discutem se ele é uma estrela de novela), Gaitán entra na arena política de forma tão assertiva quanto o criador de Antonio das Mortes, embora por um caminho indireto, feminino”.
Ronnie Schieb, Variety

 

Reviews:

“To experience Paula Gaitán’s Days of Sintra is to be invited to a cinematic journey that bears little resemblance to any film one has seen before. A uniquely poetic meditation on remembrance, time and loss, Days in Sintra is also one of the most touching and honest personal accounts in cinema in a long time”.
Walter Salles, film director, in Diário de Sintra: Reflexões sobre o filme de Paula Gaitán, org. Rodrigo de Oliveira (Confraria do Vento, 2009)

“An alchemic tone poem about her long-dead husband, Brazilian Cinema Novo pioneer Glauber Rocha, Paula Gaitán’s Days in Sintra explores the outer limits of memory. Snapshots of Rocha are hung on trees, set floating out to sea or poetically scattered over the rocks. But when Gaitán places these fetishized scraps of private memories into the meaty hands of workers, to be handled reverently (“he looks like a kind man”) or shuffled impatiently (as female fishmongers debate whether he’s a soap star), Gaitán enters the political arena as surely as did the creator of Antonio Das Mortes, albeit by an indirect, feminine path”.
Ronnie Schieb, Variety