FILM WITH SELECTABLE ENGLISH SUBTITLES

Luz nos trópicos, Paula Gaitán tece uma densa trama de histórias, linhas de tempo e cenários, mesclados com cosmologias indígenas, relatos de viagens e literatura antropológica. Inicialmente, a diretora acompanha um jovem de origem indígena. No início, ele está às margens do East River no inverno. Logo ele está viajando rio acima pela floresta brasileira até uma aldeia, onde é saudado como um velho amigo. Em um segundo enredo, a diretora acompanha um grupo de colonos europeus. Eles também estão viajando rio acima, coletando, possuindo e procurando uma posição de onde possam inspecionar a floresta e o rio. Cerca de 150 anos separam as duas camadas; às vezes, um mergulho na água dissolve essa separação no espaço de um segundo. Mais adiante, o filme vagueia para o norte novamente e as camadas colapsam umas nas outras. Entre o Lago Walden e a Amazônia fica apenas um corte. Luz nos Trópicos é uma homenagem à abundante vegetação da região amazônica, às matas da Nova Inglaterra no inverno e às populações indígenas das duas Américas. Um filme que flui tão livremente como um rio sinuoso.


Estreia: 23/01 às 00h00

Classificação: 14 anos

Direção, roteiro e edição: Paula Gaitán

Festivais:
> Estreia Mundial no Fórum de Berlim 2020 em Berlinale (Alemanha)
> Prémio Melhor Filme – Competição Ibero-americana – Festival Internacional de Lima (Peru)
2020
> Prémio Melhor Filme – Mostra Olhar de Cinema 2020
> Festival Internacional Cine BH 2020

 

Críticas:

“(sobre Luz nos Trópicos) Se Paula Gaitán implode de um golpe o mundo ficcional que construiu na primeira metade do filme, é porque sempre praticou um cinema que eleva o esboço à mais alta densidade artística. Porque, para manter o vigor da descoberta, é preciso se desvencilhar de qualquer pretensão de totalidade”.
Victor Guimarães, “Refundar a Terra” Cinética 2020

 

Reviews:

One moment in Paula Gaitán’s seventh feature, Light in the Tropics, which premiered in Berlin in the Forum section, contains a visual key to the entire work. It’s an inverted image of the vast landmass, created by the camera obscura. Gaitán’s ambitious project draws not so much on literal parallels as loose continuities between the environs of contemporary New York and the Hudson Valley and Brazil’s Mato Grosso, including Pantanal, and up the Xingu River, into the Amazon. That continuity between two vastly distant locations is established mostly through the experiences of the areas’ indigenous communities .
Ela Bittencourt/Mubi 2020.