A ATMOSFERA E O TRABALHO DO ELENCO EM DESTAQUE NO DEBATE SOBRE O FILME “A MESMA PARTE DE UM HOMEM”

A tradicional série “Encontro com os filmes” promoveu nesta quarta-feira, dia 28 de janeiro, a discussão sobre o longa-metragem “A mesma parte de um homem”. A produção integra a seleção da Mostra Aurora e pode ser vista, até dia 29, às 20 horas, no site www.mostratiradentes.com.br.

Participaram do bate-papo Ana Johann – diretora e roteirista, Antônio Gonçalves Jr – produtor, Hellen Braga – diretora de fotografia do filme e Clarissa Kiste – atriz. A crítica convidada foi Juliana Costa|RS e a mediação de Marcelo Miranda – crítico de cinema |MG.

As transições e mudanças de atmosferas foram as características que mais chamaram a atenção de Juliana Costa. “Gostei muito como o longa joga com essa transição e as atmosferas, como a primeira transição, que acontece com 40 minutos de filme, que varre toda a atmosfera inicial”. Para a crítica, a fotografia do filme e o trabalho dos atores evidenciam essas alterações de atmosfera que acontecem ao longo da segunda parte do longa.

Juliana destacou ainda que a produção quebra as expectativas de quem está assistindo de forma bastante surpreendente porque faz esse jogo, principalmente a partir da transição da personagem Renata. “O trabalho com os atores é precioso para retratar a mudança de atmosfera do filme, o que é um dos grandes méritos do longa. Dá para perceber que se trata de uma produção que investe muito no rosto e no corpo do elenco que se joga nesta proposta de uma forma muito genuína”.

Terceira mulher a dirigir um longa de ficção no Paraná, Ana Johann relembrou que começou a escrever o roteiro em 2012 e que agora o filme está aberto para o público criar novas interpretações de sua narrativa. “Acredito muito num roteiro vivo, sou apaixonada pela escrita e dou aulas de roteiro. Mas acredito que quando chegam os atores, o diretor de fotografia e toda a equipe, o roteiro que é vivo adquire novas formas”.

A diretora e roteirista também ressaltou o trabalho do elenco. “Os atores descobriram coisas que eu nem tinha percebido que estavam ali, chegavam com ideias geniais”. E explicou sua inspiração para a criação do roteiro. “Nasci no campo e cresci em uma na vila rural. Esse filme parte da minha observação de que o campo que tem essa beleza idílica também é violento em suas estruturas. Além disso, quis discutir também o papel e a sexualidade da mulher. Essa resiliência que vem pelo gozo, a mulher e o domínio do seu desejo”.

Sobre a escolha do título, Ana Johann esclareceu que tem uma espécie de ritual de escrita. “Não começo a escrever sem uma imagem e um título. Por isso, o nome do filme sempre foi esse, não se alterou. Gosto de pensar em títulos que sejam como imagens. Desde o início trabalhei com a ideia da necessidade da personagem feminina por segurança, pois queria falar desses papéis masculino e feminino e da estrutura familiar”.

Hellen Braga comentou sobre sua primeira experiência como diretora de fotografia em um longa-metragem. “Foi um processo muito lindo, intenso e delicioso. A gente preparava as cenas e os atores traziam ideias incríveis que não tínhamos como não fazer. Trabalhamos com câmera na mão, para deixar tudo muito fluido, para que a concepção de fotografia passasse a transição desses personagens. A câmera na mão, o trabalho com os atores e a direção foram como uma dança”.

Clarissa Kiste, que interpreta a personagem Renata, afirmou “que estar inserida em uma equipe majoritariamente feminina me ajudou a dar crédito a essa visão de mundo que queríamos mostrar”. A atriz salientou que Renata não foi uma personagem fácil de decifrar. “O olhar da Hellen me ajudou a decifrar o caminho que queríamos dar para essa personagem. A gente tinha uma espécie de dança, com poucas frases já entendíamos por onde a personagem deveria ir. Juntas fomos construindo sua  voz interna e seus desejos”.

O produtor Antônio Gonçalves Jr. apontou que sua relação com o interior fez com que se encantasse com o projeto. “Nasci em São Paulo mas fui criado no interior do estado, onde meus pais ainda vivem. Esse olhar que a Ana trouxe é pouco comum e chamou minha atenção”.

Ele frisou ainda a importância dos editais e financiamentos públicos que permitiram a captação de recursos para a viabilização do filme. E evidenciou a parceria e o diálogo que perpassou todo o processo de produção. “Como era o primeiro longa de ficção da Ana, tivemos conversas muito maduras sobre todas as decisões centrais, pois a estrutura e as questões são muito grandes e muito diferentes do que as presentes em curtas e documentários. Foi muito gratificante ver o resultado final e estou bem feliz com este processo, foi muito legal.”

SOBRE A 24aMOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES

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Maior evento dedicado ao cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais – uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.

Trata-se de um programa audiovisual que reúne as manifestações da arte numa programação cultural abrangente, oferecida gratuitamente ao público, que prevê a exibição de mais de 100 filmes brasileiros, promove homenagem, oficinas, debates, mostrinha de cinema, exposições, shows musicais, performance audiovisual, encontros e diálogos audiovisuais e atrações artísticas. 

TODA PROGRAMAÇÃO É OFERECIDA GRATUITAMENTE AO PÚBLICO.

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