A RELAÇÃO ENTRE FOTOGRAFIA E MISE EN SCENE ESTÁ NO LUGAR DA TROCA

A direção de fotografia com relação à mise en scene foi tema de debate da roda de conversa Para além da luz: Fotografia e mise en scene, na 24ª Mostra de cinema de Tiradentes. Participaram Bárbara Bergamaschi (RJ), uma das diretoras de fotografia de O cerco, Lílis Soares, diretora de fotografia de Novo mundo (RJ), e Thacle de Souza, diretor de fotografia (BA). Os realizadores comentaram sobre a experiência fotografando filmes de diferentes gêneros, temáticas e perspectivas. Além disso, explicaram sobre o processo de produção dos filmes que estão em exibição na Mostra Tiradentes e das implicações tecnológicas e acesso a essas tecnologias. 

Antes de tudo, é preciso pensar que a fotografia e a mise en scene, ou seja, a encenação e os objetos que fazem parte da cena, são coisas vinculadas. Quando as duas coisas se unem, entra em jogo a criatividade. “Eu gosto de pensar a direção de fotografia como, de fato, um fazer criativo. Eu não procuro padrões estéticos, tento sempre achar quem é o fotógrafo no processo criativo e em cada filme esse viés vai mudando. Sobretudo, gosto de pensar a relação com a história e com o ator”, explica Lilis Soares. Ela recebeu o prêmio Helena Ignez na 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes pelos curtas Ilhas de Calor e Minha História É Outra e o longa Um Dia com Jerusa.

Bárbara Bergamaschi, falou da experiência em O cerco, filme que esteve em debate ontem com a equipe de produção e elenco . A diretora fez questão de destacar o caráter de autoria coletiva do filme. “Eu não sou a única diretora de fotografia. Isso é legal porque O Cerco saiu de um contexto de formação, eu ainda estava na faculdade quando fizemos. As proposições dos diretores não eram diretamente passadas para a equipe de fotografia. A gente tinha que estar sempre atento e acompanhar os atores. Era como se acompanhássemos um evento”, relembra. Ou seja, não era um mise en scene clássico, no qual o diretor é responsável pela coordenação geral da equipe, por guiar e seguir o roteiro. “Era uma situação que toda a equipe estava criando junta em uma espécie de ritual, ninguém sabia onde aquilo ia dar, mas alguma coisa estava surgindo”, completa. 

Para Thacle de Souza, a fotografia fica em um lugar ambíguo e de troca. “Para mim é um painel de aprendizado. Precisa ter um processo de intimidade, respeito e aproximação que, muitas vezes, é coreográfico. Mas também, muitas vezes, está em um lugar para além da interpelação obsessiva do corpo do outro. Até onde eu posso ir em relação a esse corpo? A fotografia é uma comunicação silenciosa”, reflete o diretor.

Outro tema que também marcou presença no debate foi a experiência digital na produção de filmes. Bárbara Bergamaschi sempre trabalhou com equipamento digital ao longo da carreira. Para ela, “o acesso e o barateamento permite que se quebre esse encastelamento, esse lugar de privilégio”, no qual realizadores de filmes mais comerciais estão. Além disso, tecnicamente destaca que o digital permite mais possibilidades, tanto de enquadramento, quanto de leveza e dinamicidade. 

Por outro lado, Lilis Soares acredita que a única coisa que muda são os dispositivos. “Independentemente do equipamento, você tem que saber aplicar o seu conhecimento dentro da maneira que você quer se comunicar”. 

O debate completo você confere a seguir. Veja aqui O Cerco e aqui Novo Mundo .

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