CINEASTAS DA MOSTRA FOCO 3 FALAM SOBRE AS CATÁSTROFES HISTÓRICAS QUE O CINEMA PODE AJUDAR A IMPEDIR DE SE PERPETUAREM

No último Encontro com os Filmes dedicado à Mostra Foco, realizado na tarde de quinta-feira (28), os títulos reunidos para a conversa partem de uma certa ideia distópica da ruína e da temporalidade constante das crises e das tragédias sociais. Essa foi a ideia apresentada pela mediadora Tatiana Carvalho Costa, uma das curadoras da Mostra de Tiradentes, e lançada aos participantes. “A catástrofe política e humanitária que a gente vive hoje não é do presente, não é contemporânea, existe uma transtemporialidade nisso”, disse ela. Tatiana apontou que os filmes da série 3 da Foco se posicionam de maneira reativa ao estado de coisas, respondendo ao presente e a um diagnóstico que é da sociedade num conjunto atemporal. 

A distopia do curta cearense de Rafael Luan e Mike Dutra, “Preces Precipitadas de um Lugar Sagrado que não Existe Mais”, encontra ecos na fala da curadora. “As violências que são da colônia estão aqui ainda agora, ainda hoje. O futuro que foi roubado da população negra conta com muitas iniciativas no passado e no presente que nos ajudam a lidar com isso agora”, ponderou Mike. Ele e o parceiro de direção pretendiam captar um tipo de atmosfera das ruas de Fortaleza que transmitisse a ideia desse fluxo temporal que é a ficção do filme, como tempos convivendo num mesmo espaço e representando as contradições do presente. 

A dupla Julia da Costa e Renata Mourão, diretoras de “Abjetas 288”, tiveram gesto similar na aproximação com as ruas de Aracaju, capital de Sergipe e onde o curta foi produzido como trabalho de conclusão de faculdade das duas. “Estávamos incomodadas com o tipo de imagem que víamos sobre Aracaju e aí formulamos a ideia de como seria esse musical que a gente fez”, disse Renata. Por sua vez, Julia chamou o filme de “projeto meio megalomaníaco” por exigir uma produção muito cuidadosa a partir de orçamento zero num filme que, segundo a curadoria da Mostra, incorpora “dança e performance para apresentar sujeitos que vagam pelas paisagens desoladas da cidade, pelo sertão e pelos mangues, encontrando uma constelação de fantasmagorias urbanas”. As diretoras contaram com apoios e campanha de financiamento coletivo. “Quisemos representar o que a gente vê e o que a gente vive em Aracaju. Mesmo antes da pandemia alguns dos espaços que a gente filma estavam sempre esvaziados, com pouca gente na rua”, contou Julia.

A diretora e montadora Natara Ney, que fez com Gilvan Barreto “Novo Mundo”, disse que o companheiro de trabalho desenvolve há anos “um trabalho intenso do que eu chamo de história amarga do Brasil”. Ela contou que conhecia os projetos de Gilvan por suas pesquisas em torno dos “processos da ditadura e do sofrimento dos corpos”, e a ideia de fazerem o filme juntos era falar a partir disso. “Queríamos criar um diálogo que não fosse só um grito, mas um alerta e uma lembrança. O que acontece agora já aconteceu antes e precisamos fazer movimentos pra que não se repita. ‘Novo Mundo’ se tornou um aprendizado doloroso, porque todo dia tem a repetição daquelas histórias”, comentou Natara. 

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