ENTRE A DESILUSÃO E A IMAGINAÇÃO, DIRETORES DA SÉRIE 2 DA MOSTRA FOCO FALARAM SOBRE SEUS PROCESSOS DE CRIAÇÃO EM DEBATE ON LINE

O segundo debate da Mostra Foco, realizado na tarde dessa quarta-feira, reuniu quatro diretores para comentarem seus curtas-metragens, que seguem na programação até a noite de quinta-feira no site do evento. Mediados por Felipe André Silva, um dos curadores da Mostra, os realizadores se detiveram em detalhar seus processos de criação e de produção, narrando escolhas, percalços e caminhos estéticos e narrativas. 

O manauara Felipe Aufiero, que cresceu em Manaus e se mudou para estudar cinema em Curitiba há alguns anos, disse ter sentido algum choque na forma como cada capital normaliza suas tensões e buscou refletir essa percepção em “De Costas pro Rio”. O impacto da pandemia fez crescer ainda mais suas inquietações. “Me parece que as pessoas pararam um pouco de se espantar com o que está acontecendo (na pandemia), e o cinema vem para mostrar isso, para recuperar esse espanto”, apontou. “Os filmes podem pontuar e recolocar algumas coisas e algumas tragédias no lugar (da percepção)”. 

No filme, Felipe narra uma alegoria fantástica sobre a Cobra Grande que ameaça a cidade de Manaus, remontando a algumas crenças da cultura indígena. “A memória originária, a memória indígena, precisa ser mantida, ainda mais porque ela vem sendo solapada desde 1500. O cinema pode recuperar isso, mas acho que sozinho ele não é suficiente para fazer com que as pessoas voltem a vivenciar o que está contido nessas memórias”.

Para Marco Antônio Pereira, diretor de “4 Bilhões de Infinitos”, a imaginação é uma chave para a restauração dessas percepções de como o mundo é ocupado e quais caminhos tomar. Ele acredita que, mesmo saturado de imagens por todos os dispositivos possíveis, o indivíduo ainda sai em busca daquela imagem que o interesse e o inspire. “Cada um de nós tem sua busca pessoal e estamos sempre atrás de alguma coisa nova, de algo que nos surpreenda”, refletiu ele. 

Diretor de “Ratoeira”, Carlos Adelino foi pego pela surpresa de perceber que o estado pandêmico que tomou o mundo em março de 2020 reconfigurou seu filme. Ele acompanha o técnico em eletrônica Macgyver, isolado em seu mundo de tecnologias e abafado pela sociedade de consumo. “O filme foi pensado e desenvolvido ao longo de 2019 e concluído em fevereiro de 2020, então nem existia isso de pandemia, mas acabou sendo visto por esse viés por tratar de uma situação de confinamento”, disse Carlos. “A questão é que o distanciamento entre as pessoas, a frieza dos objetos, tudo isso já estava dado nas relações do mundo bem antes da atual situação”.

Mesclando diversos gêneros reconhecidos nas narrativas mais tradicionais de cinema, Gabriel Borges fez em “Eu te Amo, Bressan” um experimento de estilo e referências, fruto do esforço de sua equipe em trabalhar com uma estrutura mínima de produção, até então inédita a eles. “Era o nosso primeiro filme com alguma estrutura, então tinha o desejo forte de criar as mais diferentes possibilidades possíveis”, revelou. Espécie de comédia romântica satírica, o filme segue o personagem do título remontando episódios de um relacionamento amoroso interrompido. Pela metalinguagem, reconstitui o imaginário do espectador sobre os clichês tão batidos pelo cinema comercial.

SOBRE A 24aMOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES

PLATAFORMA DE LANÇAMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

Maior evento dedicado ao cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais – uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.

Trata-se de um programa audiovisual que reúne as manifestações da arte numa programação cultural abrangente, oferecida gratuitamente ao público, que prevê a exibição de mais de 100 filmes brasileiros, promove homenagem, oficinas, debates, mostrinha de cinema, exposições, shows musicais, performance audiovisual, encontros e diálogos audiovisuais e atrações artísticas. 

TODA PROGRAMAÇÃO É OFERECIDA GRATUITAMENTE AO PÚBLICO.

ATENÇÃO:

Como o formato do evento é digital, convidamos você a seguir a Universo Produção/Mostra Tiradentes nas redes sociais para ficar por dentro de tudo o que vai acontecer nos bastidores, acompanhar a evolução e notícias do evento e também receber conteúdos exclusivos sobre a 24ª edição da Mostra Tiradentes. Canais e endereços:

Na Web: www.mostratiradentes.com.br

No Instagram: @universoproducao

No Youtube: Universo Produção

No Twitter: @universoprod

No Facebook: mostratiradentes / universoproducao

No LinkedIn: universo-produção

Acompanhe o programa Cinema Sem Fronteiras 2021. 

Participe da Campanha #EufaçoaMostra

Serviço

24a MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES | 22 a 30 de janeiro de 2021

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio: CBMM, ITAÚ, CSN, CEDRO MINERAÇÃO, CIMENTO NACIONAL, COPASA|GOVERNO DE MINAS GERAIS

Parceria Cultural: SESC EM MINAS 

Apoio: CAFÉ TRÊS CORAÇÕES, INSTITUTO UNIVERSO CULTURAL, DOT, MISTIKA, CTAV, CIARIO/NAYMAR, CINECOLOR, THE END, BUCARESTE ATELIÊ DE CINEMA, CANAL BRASIL, REDE MINAS, RÁDIO INCONFIDÊNCIA

Idealização e realização: UNIVERSO PRODUÇÃO

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E TURISMO | GOVERNO DE MINAS GERAIS

SECRETARIA ESPECIAL DE CULTURA, MINISTÉRIO DO TURISMO – GOVERNO FEDERAL| PÁTRIA AMADA BRASIL