EXIBIÇÕES DOS ÚLTIMOS DIAS CHAMAM ATENÇÃO PARA PRODUÇÕES DA HOMENAGEADA PAULA GAITÁN, LONGA EM PRÉ-ESTREIA MUNDIAL E CURTAS DA MOSTRA JOVEM

A programação cinematográfica da 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes está quase encerrando, mas ainda dá tempo de escolher a tela de sua preferência, preparar a pipoca e conferir o que há de mais atual na produção do cinema brasileiro. Nesta sexta-feira, dia 29 de janeiro, penúltimo dia do evento, ganham relevo longas das mostras Aurora, Olhos Livres, Praça, Temática e Homenagem. E também uma seleção de curtas da Mostra Jovem e Panorama. Todos os filmes podem ser acessados gratuitamente no site www.mostratiradentes.com.br. Acompanhe as dicas da equipe curatorial do evento.

Longas-metragens

Mostra Aurora – Nesta sexta-feira a dica da curadoria é a ficção baiana, em pré-estreia mundial, “Eu, empresa”, dos diretores Leon Sampaio e Marcus Curvelo. O longa traz novamente o personagem Joder, persona cinematográfica do diretor Marcus Curvelo, presente nos seus curtas anteriores. Joder é um sujeito espremido pelo seu tempo e que tenta sempre encontrar saídas para esse país inviável. Sem criar barreiras entre a performance, o registro documental e a encenação ficcionalizante, o filme é a síntese da precarização do trabalho, da qual o mercado audiovisual parece ser vanguarda: nos tornamos empresas antes mesmo do processo violento de uberização do trabalho que testemunhamos nos últimos anos. 

Mostra Homenagem – Dedicada à filmografia da multiartista e cineasta Paula Gaitán, o público terá a oportunidade de ver em conjunto o trabalho dessa que é uma das principais cineastas da atualidade. Nesta sexta-feira, o destaque vai para a música e a sétima arte com a exibição do videoclipe “Mulher do fim do mundo – Elza Soares” e do filme experimental “Noite”.

Como também em Mulher do Fim do Mundo”, “Noite” é uma produção de presença e gratuidade total em que música e imagem criam fusões. Um dos filmes de Gaitán mais sortidos de imagens distintas entre si, “Noite” é realizado com variados suportes, no corpo a corpo com espaços, pessoas e aparatos de imagem que orientam com intensidade o que se vê. É um filme físico, da Paula Gaitán camerawoman, mas que também se dirige aos olhos e ao corpo de quem vê. As sonoridades têm um efeito físico, as imagens reorientam a relação do(a) espectador(a), do seu corpo, com o tempo. 

Mostra Praça – Nesta quinta-feira, em evidência a ficção “Mulher Oceano”, da cineasta Djin Sganzerla. A escritora Hannah muda-se para o Japão, não sem levar consigo a imagem de uma mulher nadando no mar do Rio de Janeiro, Ana. Cada uma das personagens, interpretadas pela diretora, vai trazer as dimensões simbólicas do mergulho no oceano. O mar é a metáfora para o mergulho da escrita e para a compreensão mais profunda da existência interior, mas também dos sentidos da alteridade e do contato com outra cultura.

Mostra Olhos Livres – A presença dos ancestrais na terra demarcada e delimitada dos maxakali é a grande aposta do longa Nũhũ yãg mũ yõg hãm: essa terra é nossa!”, dirigido por Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Ganguçu e Roberto Romero. O filme traz, pelo segundo ano consecutivo a Olhos Livres, os realizadores Isael e Sueli Maxakali e  revela os desdobramentos do processo histórico colonial juntamente a uma dimensão do tempo vivido em que os espíritos dos antepassados possuem um papel ativo junto à terra e ao povo. O cinema como um instrumento de confluência entre tempos, entre testemunho e narrativa e de confronto direto com os seus algozes. Aqui, a sétima arte se torna uma incisão profunda nas disputas territoriais e simbólicas de um território.

Mostra Temática Vertentes da Criação – Um percurso de um cinema feito dentro dos movimentos pela luta por moradia, marcadamente o MBL – Movimento de Luta pelos Bairros, Vilas e Favelas. Esse é o recorte de “Entre nós talvez estejam multidões”, dos diretores Aiano Bemfica e Pedro Maia. O longa propõe uma jornada experiencial através da Ocupação Eliana Silva ao longo da campanha que elegeu Bolsonaro, na recente ascensão do fascismo ao poder no Brasil. O filme é conduzido pela profundidade dos sujeitos que vivem na comunidade e onde, por meio de seus sonhos, desejos, contradições e lembranças, constituem o imaginário desse microcosmos construindo um documentário que se articula como uma pintura mural.

Curtas-metragens

Nesta sexta-feira, a dica é conferir três curtas-metragens da Mostra Jovem que narram dramas com personagens em processo de amadurecimento para a vida adulta.

Na produção gaúcha Letícia, Monte Bonito, 04”, dirigido por Júlia Régis, a jovem Laís chega com seus pais em um vilarejo afastado do centro urbano e conhece a jovem Letícia. Em uma tarde no quarto, elas conversam, escutam canções, compartilham leituras e momentos de intimidade, guiados pelas músicas da banda Musa Híbrida. Na ficção paraense Traçados”, de Rudyeri Ribeiro, o jovem Léo prepara uma exposição de seus desenhos na universidade, onde mantém amizade com Talita. Dias após o assassinato de um jovem no bairro e os constantes conselhos da mãe, o personagem busca a afirmação de sua identidade, enquanto se expressa como artista. Já o curta mineiro Por outras primaveras”, da diretora Anna Carolina Mol, é um road movie com três amigas. Após a morte da avó de Nívea, ela, Serena e Iara partem em viagem pelo sul de Minas, enquanto conversam sobre seus anseios e os desafios da juventude.

E na Mostra Panorama, a equipe curatorial de curtas-metragens chama atenção para as produções de animação, ficção e documentário. A animação mineira Vida dentro de um melão”, da cineasta Helena Frade, apresenta fragmentos cotidianos do espaço familiar da realizadora e suas memórias de infância, ao lado da avó, mãe, pai e irmã. De Goiás, a ficção Choveu há pouco na montanha deserta”, do diretor Rei Souza, parte do drama de um jovem ex-detento que busca retomar sua vida cotidiana, quando volta à cidade natal. No documentário paulista Caminhos Encobertos”, da dupla Beatriz Macruz e Maria Clara Guiral, duas lideranças da etnia Guarani Mbya sobem o Pico do Jaraguá e recordam a história do seu povo em meio à reconfiguração urbana do local. Já a ficção mineira “Vitória”, do diretor Ricardo Alves Jr, conta a história de uma operária de uma fábrica têxtil que organiza uma greve junto com suas colegas de trabalho.

Todos os curtas podem ser vistos até sábado, dia 30 de janeiro, data de encerramento da Mostra, pelo site do evento www.mostratiradentes.com.br

SOBRE A 24a MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES

PLATAFORMA DE LANÇAMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

Maior evento dedicado ao cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais – uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.

Trata-se de um programa audiovisual que reúne as manifestações da arte numa programação cultural abrangente, oferecida gratuitamente ao público, que prevê a exibição de mais de 100 filmes brasileiros, promove homenagem, oficinas, debates, mostrinha de cinema, exposições, shows musicais, performance audiovisual, encontros e diálogos audiovisuais e atrações artísticas. 

TODA PROGRAMAÇÃO É OFERECIDA GRATUITAMENTE AO PÚBLICO.

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ATENÇÃO:

Como o formato do evento é digital, convidamos você a seguir a Universo Produção/Mostra Tiradentes nas redes sociais para ficar por dentro de tudo o que vai acontecer nos bastidores, acompanhar a evolução e notícias do evento e também receber conteúdos exclusivos sobre a 24ª edição da Mostra Tiradentes. Canais e endereços:

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Serviço

24a MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES | 22 a 30 de janeiro de 2021

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio: CBMM, ITAÚ, CSN, CEDRO MINERAÇÃO, CIMENTO NACIONAL, COPASA|GOVERNO DE MINAS GERAIS

Parceria Cultural: SESC EM MINAS 

Apoio: CAFÉ TRÊS CORAÇÕES, INSTITUTO UNIVERSO CULTURAL, DOT, MISTIKA, CTAV, CIARIO/NAYMAR, CINECOLOR, THE END, BUCARESTE ATELIÊ DE CINEMA, CANAL BRASIL, REDE MINAS, RÁDIO INCONFIDÊNCIA

Idealização e realização: UNIVERSO PRODUÇÃO

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E TURISMO | GOVERNO DE MINAS GERAIS

SECRETARIA ESPECIAL DE CULTURA, MINISTÉRIO DO TURISMO – GOVERNO FEDERAL| PÁTRIA AMADA BRASIL