FILMES EXPERIMENTAIS APOSTAM EM NOVAS NARRATIVAS, LINGUAGENS E IMAGENS

A programação cinematográfica da 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes oferece para o público a oportunidade de conferir uma seleção de 114 filmes, de 19 estados brasileiros, um panorama da produção audiovisual contemporânea brasileira. 

Entre as produções escolhidas pela equipe curatorial do evento, estão filmes de ficção, animação, terror, documentários e também os chamados experimentais. Estes são obras que vivenciam imagens, linguagens, narrativas e vários outros elementos na produção e montagem. 

Para o cineasta, escritor e um dos curadores de curtas da Mostra Tiradentes, Felipe André Silva, o cinema experimental é aquele que implode ou exacerba conceitos do dito cinema tradicional, ou narrativo. Por meio da desconstrução das convenções de trama, da mistura entre formatos e texturas, o filme experimental “tenta posicionar num espaço mais delineadamente sensorial e subjetivo as sensações causadas por uma obra cinematográfica”. 

De acordo com o curador, “é fácil pensar num nome como o de Andy Warhol, mais conhecido como artista plástico, mas que colaborou grandemente para o universo do cinema com seus experimentos de fôlego e dilatação temporal, como Kiss, Blowjob e Empire. É assim, sobretudo através da conjunção de processos criativos muito diferentes, que naturalmente renderiam frutos em formatos distintos, que um filme pode ganhar contornos propositivos mais ousados”.

A pesquisadora e curadora de longas-metragens Lila Foster explica que o cinema experimental quase sempre vai trabalhar com fronteiras, “entre a representação e a captação mais direta dos objetos, suas formas e cores, entre o cinema e outras artes”. Dentre os filmes desta edição da Mostra Tiradentes, Lila destaca “Oráculo”, dirigido por Melissa Dullius e Gustavo Jahn, que concorre na Mostra Aurora. “O longa-metragem investe no tempo do olhar, com a duração do plano, através de planos-sequência que propõem um mergulho na paisagem sonora, na natureza enquadrada, na música, na performance”.

Para cineastas, o cinema experimental não é uma opção, mas um reflexo do modo de produção com o qual trabalham. “Experimentos, fílmicos ou não, são processos que envolvem riscos, incorporam todo o tipo de resultado (defeito pode ser efeito), e celebram limites como constitutivos, pois moldam, dão forma, (de)limitam. Como gênero ou classificação, em um festival, por exemplo, ‘experimental’ pode ser uma maneira de preparar espectadores para algo que foge a padrões ou apenas um nome para dar certa unidade a filmes com formas e intenções diversas. Seja como for, se insistirmos que fazer um filme experimental é uma escolha, então seria a opção por uma postura de vida”.

Na outra ponta, na programação de curtas, está “Ilha do Sol”, dirigido por Lucas Parente, Rodrigo Lima e Walter Reis. De acordo com Parente, o experimental remete a fazer experiências em laboratório, utilizando-se de determinadas construções criativas, no caso restrições de linguagem. “Escreva um romance sem usar a letra ‘e’. Você vai ter que abrir o campo para novas saídas. Talvez o nosso filme não seja propriamente experimental e sim marciano, pois se dá entre uma ilha e um satélite, diverte-se”.

Sobre o curta, o cineasta afirma “trata-se de uma performance artística, um ritual filmado, uma espécie de pedido de proteção para os novos tempos. Evoca uma sintonia cósmica que pode ser instaurada a cada play, dependendo da sensibilidade do espectador”. 

Confira a relação de filmes experimentais em exibição na 24a Mostra de Cinema de Tiradentes: 

  • “Sapatão: uma racha/dura no sistema”, de Dévora MC
  • “Pietá”, de Pink Molotov
  • “O Mundo Mineral”, de Guerreiro do Divino Amor
  • “Ilha do Sol”, de Lucas Parente, Rodrigo Limas e Walter Reis
  • “Oráculo”, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn
  • “Drama Queen”, de Gabriela Luíza
  • “Lambada estranha”, de Luísa Marques e Darks Miranda
  • “Magnética”, de Marco Arruda
  • De Dora, por Sara”, de Sara Antunes
  • “Noite”, de Paula Gaitán 
  • “Noções de casa”, de Giulia Maria Reis
  • “Se Hace Camino Al Andar”, de Paula Gaitán
  • “Ópera dos cachorros”, de Paula Gaitán

Com exceção de “Oráculo” (Mostra Aurora), “Drama Queen” e “Lambada estranha” (Mostra Foco), todos podem ser vistos até o dia 30 de novembro, pelo site oficial do evento www.mostratiradentes.com.br.

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