OFICINAS DA MOSTRA TIRADENTES FORMAM NOVOS TALENTOS PARA O AUDIOVISUAL BRASILEIRO

Além das exibições de filmes, promoção de debates reflexivos e atividades artísticas, a Mostra de Cinema de Tiradentes busca contribuir para formação, capacitação, qualificação de profissionais – questão vital para o crescimento da indústria audiovisual no Brasil.

Por isso realiza, no âmbito do Cinema sem Fronteiras 2021, o Programa de Formação Audiovisual com a oferta de oficinas audiovisuais para o público jovem e adulto, visando à capacitação técnica para o mercado de cinema em diversas frentes possíveis de trabalho. As atividades têm por objetivo estimular a formação de novos talentos, oportunizar o encontro e o intercâmbio de ideias e conhecimento. Desde sua primeira edição, em 1998, já foram certificados quase 7.000 alunos, em aproximadamente 250 oficinas ministradas.

Em 2021, devido à pandemia, todas as oficinas estão sendo realizadas em ambiente digital, mantendo o mesmo propósito e conceito das edições presenciais. Até o dia 30 de janeiro, data de encerramento da Mostra, 225 pessoas participam de 10 oficinas, voltadas para diferentes públicos e interesses.

Na 24a Mostra Tiradentes, foram ofertadas as seguintes atividades: “Atuação no cinema”, “Audiência do audiovisual – Como os filmes podem alcançar seus públicos”, “Da ideia ao filme: Como desenvolver o seu projeto”, “Documentários domésticos”, “O poder da cultura sonora para o som no cinema”, “Por uma mise-en-scène pandêmica”, “Produção executiva de audiovisual”, “Reencantar o corpo, reencantar o mundo”, “Roteiro de curtas” e “Roteiro para narrativas audiovisuais”.

Responsável pela oficina “Documentários Domésticos”, o artista visual Lucas Rossi Gervilla, acredita que esse tipo de atividade pode ter diferentes níveis de importância, desde gerar uma faísca para que alguém resolva a se envolver mais com o audiovisual, até alguém que já é ‘iniciado’ perceba uma área de maior identificação e comece a se aprofundar. “Pessoalmente, acredito que a grande sacada de oficinas em um festival como a Mostra de Tiradentes, é a oportunidade de reunir pessoas diversas, em ambientes plurais e cheios de trocas interessantes. Elas fortalecem não só as pessoas que participam, mas também o audiovisual como um todo”, destaca.

Fundamental. Essa é a palavra que define a importância das oficinas, segundo a diretora de arte e roteirista Camila Tarifa, que está à frente de “Roteiro de Curtas”. “Em 2011, fiz uma oficina parecida como essa em Ouro Preto com o Di Moretti. E até hoje lembro das coisas que aprendi naquela época. Já perdi as contas de quantos alunos eu já tive. Ainda mantenho contato com muitos deles e alguns já abriram produtoras independentes e produzem seus curtas, outros já trabalharam comigo. É muito rico acompanhar o processo dos que realmente querem produzir e seguir na área”, conta orgulhosa.

Para a diretora de produção e curadora Maria Flor Brazil, que conduz a oficina “Da ideia ao filme: Como desenvolver o seu projeto”, estruturar um programa, pensar nas estratégias para seu desenvolvimento, organizar as ideias textualmente é a primeira etapa de qualquer projeto audiovisual, e costuma ser bastante solitária. “Mas fazer isso coletivamente, como é no caso das oficinas, poder ser muito mais potente”, salienta.

A realidade virtual e seus desafios

Neste novo contexto de pandemia, se o mundo online nos apresenta algumas praticidades e segurança, por outro nos impõe muitos desafios. E no caso da realização das oficinas não foi diferente. Com a nova realidade veio também à necessidade de reinvenção e adaptação.

De acordo com o ator e cineasta Renan Rovida, responsável pela oficina “Atuação no Cinema”, o grande desafio foi vencer a distância para conseguir praticar a atuação, afinal ninguém atua sozinho. E a maior vantagem, foi o fato da distância permitir o acesso de pessoas de vários cantos do Brasil. “A sinceridade e a paixão minha e dos alunos pela atuação, além do preparo para a oficina, assim como o cinema que pratico, possibilitou condições para estarmos abertos ao novo”, revela.

Corroborando com Rovida, a diretora de arte Camila Tarifa, afirma que a vantagem da aula online é a oportunidade de ter alunos do norte e sul do país na mesma sala. “Isso enriquece bastante a troca entre projetos dos alunos, pois tem realidades e olhares múltiplos sobre as escritas uns dos outros. Agora, a dificuldade apresentada, são as interferências, como: ‘tão me ouvindo?, ‘ih travou’, ‘muta o microfone’ e, claro, a falta de calor humano reunido no mesmo ambiente”. Para driblar todos os desafios impostos, Tarifa pensou em aulas com variadas ferramentas, sessão de filme e exercício prático individual e coletivo.

O oficineiro Lucas Gervilla, dentre os vários obstáculos, destaca dois: “o primeiro é a transposição de atividades práticas, que fazem parte de todas as etapas da produção audiovisual, para um cenário onde estamos juntos, porém à distância. Já o segundo é manter o interesse das pessoas durante toda a oficina. Por mais que cursos de formação à distância estejam fazendo parte da vida de todos há quase um ano, o tempo de atenção diante da tela é outro”.

Segundo Gervilla, a estratégia adotada por ele é encarar a atividade como uma grande conversa e não como uma aula convencional, onde apenas uma pessoa fala e as outras ouvem. “Também entendo que o meu papel é ser uma espécie de provocador, convidando a turma para participar das discussões. Quando isso acontece, a gente nem vê o tempo passar. Considero importante também a utilização de exemplos atuais, para não ficarmos sempre falando sobre os mesmos filmes e mesmos realizadores”, comenta.

Para Maria Flor, a experiência das atividades da formação na Mostra Tiradentes é incomparável. “Participei de uma oficina de direção na 4a Mostra de Tiradentes, em 2001, que foi muito marcante para mim. Fiz amigos que mantenho até hoje. Espero que, mesmo virtualmente, os inscritos possam viver essa sensação de fazer parte de uma das mostras de cinema mais legais do Brasil”.

SOBRE A 24a MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES

PLATAFORMA DE LANÇAMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

Maior evento dedicado ao cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais – uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.

Trata-se de um programa audiovisual que reúne as manifestações da arte numa programação cultural abrangente, oferecida gratuitamente ao público, que prevê a exibição de mais de 100 filmes brasileiros, promove homenagem, oficinas, debates, mostrinha de cinema, exposições, shows musicais, performance audiovisual, encontros e diálogos audiovisuais e atrações artísticas.

TODA PROGRAMAÇÃO É OFERECIDA GRATUITAMENTE AO PÚBLICO.

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Serviço

24a MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES | 22 a 30 de janeiro de 2021

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

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Patrocínio: CBMM, ITAÚ, CSN, CEDRO MINERAÇÃO, CIMENTO NACIONAL, COPASA|GOVERNO DE MINAS GERAIS

Parceria Cultural: SESC EM MINAS

Apoio: CAFÉ TRÊS CORAÇÕES, INSTITUTO UNIVERSO CULTURAL, DOT, MISTIKA, CTAV, CIARIO/NAYMAR, CINECOLOR, THE END, BUCARESTE ATELIÊ DE CINEMA, CANAL BRASIL, REDE MINAS, RÁDIO INCONFIDÊNCIA

Idealização e realização: UNIVERSO PRODUÇÃO

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