REALIZADORES DISCUTEM AS PARTICULARIDADES E AS POÉTICAS DO CINEMA DE GÊNERO NA MOSTRA TIRADENTES

A evolução, o fazer e o reconhecimento do cinema de gênero no Brasil foi tema da roda de conversa A poética do cinema de gênero, na tarde deste sábado, 23, na 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Participaram os realizadores Armando Fonseca e Kapel Furman (Skull: A máscara de Anhangá), Rodrigo Aragão (O cemitério das almas perdidas), Otto Cabral (Animais na pista) e Marco Arruda (Magnética). A mediação ficou por conta do crítico de cinema Marcelo Miranda.

Os diretores de, respectivamente, Skull e O cemitério das almas perdidas Kapel Furman e Rodrigo Aragão compartilharam como perceberam a evolução do cinema de gênero, mais especificamente do terror no caso deles, ao longo de suas trajetórias no cinema. “Eu me dedico a efeitos especiais desde muito jovem. Comecei a fazer meu primeiro filme em 2005 e terminei em 2008. Era uma época que eu ouvia muito que, no Brasil, não se fazia filme de terror, mas sim comédia”, relembra Rodrigo Aragão. Kapel Furman complementou falando da importância de ultrapassar barreiras e exibir filmes do gênero em festivais amplos, como a Mostra Tiradentes, e também da importância de persistir. “Para a gente conseguir crescer, precisamos praticar muito. A dificuldade maior de fazer cinema de gênero, e cinema em geral no Brasil, é justamente como fazer isso em um sistema que não é comercial. Um filme não gera renda para que outro seja feito”, explicou versando sobre as dificuldades de financiamento do cinema nacional.

Otto Cabral e Marco Arruda, que não fazem especificamente cinema de gênero, ou seja, aquele que engloba, entre outros, produções de fantasia, ficção científica e horror, explicaram como dialogam com esse repertório. O filme de Marco Arruda, Magnética, que está sendo exibido na mostra, por exemplo, não está ligado a isso. “Mas acaba de alguma forma vindo sem querer. Conheço o cinema de gênero como espectador e no caso do Magnética esses elementos vieram com tudo, principalmente nas sensações”, explica. O filme foi construído a partir de pedaços de outras obras épicas, chanchadas e até mesmo ficção científica.

Com Otto Cabral ocorreu o mesmo. “Jamais foi a intenção deste filme ser de gênero, muito menos eu estudo sobre isso. Mas acabou que a roupa que me coube para contar a história foi essa. Eu estava buscando contundência”, esclarece. No caso de Animais na pista, Otto Cabral usou referências da literatura e do jornalismo policial. O realizador se inspirou no texto Relato de ocorrência em que qualquer semelhança não é mera coincidência, de Rubem Fonseca.

Os diretores também comentaram sobre a intencionalidade em fazer cinema de gênero e até que ponto isso define o filme. Além disso, falaram das perspectivas não tão animadoras para o futuro do cinema no Brasil.

Os quatro filmes estão disponíveis na programação da Mostra de Cinema de Tiradentes.

SOBRE A 24ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES

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Maior evento dedicado ao cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais – uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.

Trata-se de um programa audiovisual que reúne as manifestações da arte numa programação cultural abrangente oferecida gratuitamente ao público que prevê a exibição de mais de 100 filmes brasileiros, promove homenagem, oficinas, debates, mostrinha de cinema, exposições, shows musicais, performance audiovisual, encontros e diálogos audiovisuais e atrações artísticas.

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