Data: 27 a 30 de jan de 2021 | quarta a sábado | 15h às 18h

Carga horária: 12

Vagas: 20

Faixa etária: a partir de 18 anos

Objetivo:


Em tempos de desmontes, de isolamento, adoecimentos e restrições de diversas ordens, o convite desta oficina é de trazer o olhar para dentro do corpo, de suas vibrações e da vida que insiste em perseverar, mesmo quando a política de morte impera. Acordar o corpo, escutá-lo e reencantá-lo é a resistência possível diante de um Estado que desdenha da potência criadora da vida.  Para isso, esta oficina, que tem no cinema sua base de criação, convida outras artes e outras epistemologias de existência para provocar seus participantes a produzirem pequenos vídeos diariamente – como diários corporais e audiovisuais – para que juntes possamos escutar nossos corpos através do cinema e acolher o que eles têm a nos ensinar sobre o que estamos sentindo e experimentando em nossas intimidades cerceadas de liberdade.

 

Conteúdo Programático:


  • Dia 1: o cinema como magia de resistência.
    Introdução à proposta do curso, com exposição de trechos de filmes e livros para inspirar e provocar _s participantes para a realização de seus pequenos vídeos ao longo dos próximos 3 dias.
    Provocação 1 – exercício para a casa.
  • Dia 2: as narrativas do corpo. Trabalho sobre os gestos.
    Apresentação dos primeiros processos e discussão coletiva.
    Partilhas de trechos de filmes e livros.
    Provocação 2 – exercício para a casa.
  • Dia 3: a voz que escapa. 
    Apresentação dos processos e discussão coletiva. Trabalho sobre o som das palavras.
    Provocação 3 – narrativas do desejo – exercício para a casa.
  • Dia 4: mosaicos pessoais.
    Apresentação dos processos e discussão coletiva. Trabalho sobre a virtualidade do outro.
    Partilha de textos e filmes.
    Provocação 4 – exercício para a casa.
    Criação de um filme-mosaico coletivo.

Mini Currículo da instrutora


Larissa Figueiredo é uma cineasta e educadora. Estudou Letras na UnB e Cinema na França, Suíça e Argentina. Seus trabalhos incluem o longa documental O Touro (2015), que recebeu o prêmio Visions Sud Est e teve sua estreia no Festival de Roterdã, além de curtas e séries para canais como HBO, CinebrasilTv e Canal Brasil. Como educadora, Larissa deu aulas e oficinas em Universidades e escolas livres de cinema, tanto no Brasil quanto no exterior, como na EICTV, em Cuba. Ela também foi coordenadora na Academia Internacional de Cinema, em São Paulo, e mediadora do projeto “Inventar com a Diferença” (2013), uma cooperação entre a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e a UFF. Larissa acredita no reencantamento do mundo, como forma afetiva, política e estética de vida. Os projetos no qual se engaja estão enraizados nessas ideias.