Data: 23 a 27 de jan de 2021 | sábado a quarta | 09h30 às 12h30

Carga horária: 15 horas

Vagas: 20

Faixa etária: a partir de 18 anos

Objetivo:


Como se organiza o pensamento sonoro dentro de um projeto fílmico? A partir de estudos e práticas da direção de som no cinema, iremos propor debates a respeito de conceitos e teorias do elemento sonoro nas produções cinematográficas, além de ampliar a percepção auditiva dos participantes através de exercícios e análises fílmicas. E assim, possam, identificar e desenvolver as diversas camadas que compõem o desenho de som de um filme. Vamos buscar e praticar as escutas das variadas sonoridades incutidas numa obra cinematográfica.

 

Conteúdo Programático:


  • Aula 1 – O som no cinema: apresentação / Tudo começa com a escuta

Nesse primeiro encontro, em formato de “roda de conversa”, iremos apresentar de maneira geral a linguagem do som dentro de um filme, para que os participantes possam expressar suas relações com o som. Para posterior apresentação e exposição, de forma bem didática e em tópicos, todas as camadas que fazem parte do que chamamos de som no cinema. Trazendo pensamentos filosóficos, geográficos e historiográficos para nos ajudar a aprofundar alguns conceitos e ideias da nossa principal ferramenta para o trabalho de som no cinema: a abertura dos ouvidos.

  • Aula 2 – “Os tipos de escutas”

Continuaremos o debate iniciado no encontro anterior, contudo, a ideia é fazermos exercícios práticos da escuta, tendo como pano de fundo os conceitos dos tipos de escutas. Como exercício iremos ouvir diversos sons sem ver sua causa e, assim, discutirmos sobre os sentidos e sentimentos de cada um. “Os sons fora de quadro” ampliam a percepção da narrativa cinematográfica de uma obra pois trazem para a reflexão os diversos sons que não visualizamos na imagem.

  • Aula 3 – Apresentação “Desenho de Som” no cinema

Nesse encontro falaremos da mudança dos paradigmas da trilha sonora dentro de um pensamento do cinema contemporâneo. A ideia de um desenho de som no cinema chega com a complexidade tanto técnica quanto estética a partir dos filmes. Abordaremos todas as etapas que compõem o desenho de som de um filme. No campo da paisagem sonora, apresentaremos, através de conceitos as diferentes ideias das camadas dessa importante parte do desenho de som. A paisagem sonora representa muitas vezes o espaço geográfico da história, mas também traz informações quanto sociedade, economia e espaço acústico. Exercício para casa: gravação de sons.

  • Aula 4 – Exercício prático de montagem sonora

Praticar o exercício da montagem de sons para um micro – curta, e assim, refletir sobre os diversos valores afetivos e de significados que os mesmos nos trazem. Tendo como referencia a montagem vertical de Sergei Eisenstein, falaremos e ouviremos como um som A + um som B gera um terceiro som C.

  • Aula 5 – Continuação da montagem sonora e encerramento

Finalização do exercício de montagem sonora e rápida revisão dos tópicos abordados. A partir disso fecharemos nosso curso com uma maior percepção sonora do cinema, mas principalmente com a importância de abrir nossos ouvidos para os sons ao redor que são carregados de afetos, memórias e cargas dramáticas.

 

Mini Currículo do instrutor


Léo Bortolin é formado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense – RJ (2012). Se especializou como Diretor de Som pela Escola Superior de Teatro e Cinema – ESTC Amadora – em Portugal. Mestre pelo programa Multimeios da UNICAMP (SP) com pesquisa sobre o som no cinema brasileiro contemporâneo. É também Diretor de Som do grupo cinematográfico Kino-Olho e professor de “desenho de som” / “som no cinema” em diversas instituições. Atua na pesquisa e prática cinematográfica voltada a reflexão e construção das diferentes sonoridades de filmes. Assinou a direção de som de diversos curtas e longas com importantes carreiras em festivais nacionais e internacionais, entre eles: Command Action (2015) com prêmios de Melhor Som no 48° Festival do Cinema Brasileiro de Brasília e no 8° Curta Taquary; A moça que dançou com o diabo (2016) com prêmios de Melhor Som no X Festival CineMúsica e no I Bienal Internacional do Cinema Sonoro e Menção Especial do Júri na Palma de Ouro do Festival de Cannes 2016; Meninas-Formicida (2017) com prêmios de Melhor Som no 19° Festival Kinoarte de Cinema 2017 e no 11° Curta Taquary 2018; Russa (2018) seleção oficial do Short Films no 68° Internationale Filmfestspiele Berlin 2018; Empate (2018) prêmio de Melhor Som no Festival Maranhão na Tela (2019); Banquete Coutinho (2019); Fendas (2019) seleção oficial do Festival International du Cinéma de Marseille (FID)/France; A noite amarela (2019) com indicação a Melhor Som no 25° Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro 2019; e Casa de Antiguidades (2020), único filme latino-americano na Seleção Oficial do Festival de Cannes 2020.