Durante à noite, uma mulher passeia pela cidade, e ouve as diversas músicas ao redor: jazz, rock, música eletrônica. O Filme mostra um registro sensorial dos corpos e dos sons urbanos.


Estreia: 23/01 às 00h00

Classificação: Livre

Direção, roteiro, fotografia, edição e edição de som: Paula Gaitán

Festivais
> Semana dos Realizadores do Rio de Janeiro (Brasil)
> Mostra de Cinema de Tiradentes (Brasil)
> Mostra de Cinema São Luís, Fortaleza (Brasil)
> Mostra Internazionale del Nuovo Cinema di Pesaro (Itália)
> Festival Intependiente de Lima (Peru)

 

Críticas:

“Lembro que Paula Gaitán distribuiu tampões de ouvido aos espectadores do longa Noite, na Semana dos Realizadores de 2014. Ela sabia que fez um filme “extremo”, e não apenas no aspecto sonoro. Depois do relativamente narrativo Exilados do Vulcão, quis partir para uma empreitada ainda mais experimental. Assumiu ela mesma a câmera (e depois a edição) para filmar instantâneos da noite carioca, principalmente em dois points festeiros de Botafogo.Hits de pauleira eletrônica e de música noise se alternam com blues, canções latinas e performances de Arrigo Barnabé, Arto Lindsay e Ava Rocha, entre outros, num filme que é puro exercício de mixagem audiovisual. As músicas se sucedem sem pausa e dialogam com a busca incessante de Paula por texturas sobrepostas, pixelizações, estroboscopia, refrações de luz e de cor. Mas há sobretudo a procura de um estado de alteração dos corpos dançantes, algo que vai da anomia ao êxtase”.
Carlos Alberto Mattos, Blog Carmattos(2016)

 

“Da mesma forma com que Paula Gaitán trabalha as distorções das imagens, seja pelas aproximações e movimentos bruscos de câmera, seja pela variação das granulações do quadro ou mesmo pela velocidade adulterada das sequências (com uso eficaz de variações de slow, sobreposições de planos em tempos distintos ou mesmo o congelamento das imagens) ela também trabalha o som, basicamente as músicas e os ruídos, dentro de registros distintos, em que as melodias são distorcidas, sobrepostas ou mesmo reduzidas a sons abstratos. Todo esse tecido estético permite a Paula ser subjetiva ao máximo dentro do processo do cinema de poesia que sempre cultivou. ‘Noite’ é um filme em primeiríssima pessoa, em que Paula Gaitán transmite um jorro de sensações visuais e sonoras por meio de um registro sensorial. É um filme que se sente, que trabalha na subjetividade de cada espectador. Uma das principais forças do filme vem do uso precioso que Paula Gaitán faz das luzes artificiais presentes nos clubes, casas de show ou mesmo nas ruas onde pessoas se juntam em função da música. As várias intensidades dessas luzes, os efeitos provocados pela variedade de cores e a relação entre os efeitos artificiais que as modulações das cores impõem às personagens e à própria imagem tornam a experiência estética de ‘Noite’ ainda mais envolvente. Dos efeitos da música na noite carioca emergem corpos em êxtase, em movimento, em explosões eróticas latentes ou mesmo entorpecidos na inércia sedutora dos sons em meio aos espaços”.
NOITE, critica de Fernando Oriente (2014)