SOBERANIA IMAGINATIVA: QUESTÕES PARA UM DEBATE
“Soberania” refere-se à autonomia econômica e à livre expressão da vontade popular, sem interferências externas. No cenário contemporâneo, em que as Big Techs concentram o controle da infraestrutura digital, dos fluxos de dados e das lógicas algorítmicas que organizam a informação em escala global, esse debate torna-se especialmente central no Brasil. A verticalização de serviços, a opacidade contratual e a evasão fiscal caracterizam essas empresas, que também impõem ritmos, modos e formas de percepção capazes de moldar desejos, medos e experiências, dentro e fora do campo audiovisual. O resultado é uma uniformização da experiência sensível e um progressivo empobrecimento da imaginação.
Por “soberania imaginativa”, entende-se a retomada da autonomia de sentir e imaginar: a capacidade de conceber o improvável, abrir caminhos inesperados e forjar novas imagens do que podemos ser e pensar. Diante desse contexto, colocam-se algumas questões centrais: que papel o cinema pode desempenhar nesse processo? O que significa o pleno exercício da soberania imaginativa no cinema?
Convidados:
- Hernani Heffner – editor, ator, programador e consultor | RJ
- Julia Alves – produtora | MG/SP
- Lincoln Péricles – cineasta, roteirista e produtor |SP
Mediação: Juliano Gomes – curador de longas da 29ª Mostra Tiradentes | SP






