A Mostra Praça reúne 15 curtas-metragens que reafirmam o cinema como experiência coletiva, popular e provocadora, pensada para o encontro com públicos diversos em espaço aberto. A curadoria aposta em obras que dialogam com formas narrativas acessíveis sem abrir mão do risco estético e do enfrentamento crítico de perspectivas culturais historicamente hegemonizadas pelo circuito comercial. Ao ocupar a praça, os filmes ampliam seus sentidos, ativando debates sobre identidade, território, memória, espiritualidade e imaginação, e reafirmando o cinema brasileiro como espaço de convivência, escuta e disputa simbólica.
Sessão 1
A primeira sessão apresenta um conjunto de filmes atravessados por musicalidade, performance, espiritualidade e experimentação narrativa. Entre ensaios em primeira pessoa que dialogam com cosmopercepções indígenas, distopias animadas de viés político, retratos musicais populares e documentários sensoriais sobre rituais afro-indígenas, a sessão constrói um mosaico vibrante de vozes e corpos em deslocamento. As obras tensionam códigos documentais e ficcionais, exploram identidades dissidentes e apostam na caminhada, no som e na imagem como forças de invenção e resistência.
Sessão 2
Na segunda sessão, os filmes transitam entre o íntimo e o fantástico, articulando luto, humor, música e celebração popular. Ensaios sonoros, ficções de afeto, manifestações carnavalescas, narrativas musicais e comédias queer compõem um conjunto marcado pela diversidade de tons e registros. A sessão reforça o caráter lúdico e irreverente da Mostra Praça, valorizando personagens e situações que desafiam a normatividade e transformam a experiência cotidiana em gesto cinematográfico compartilhado.
Sessão 3
A terceira sessão reúne obras que mobilizam de forma mais direta questões sociais, políticas e reflexões sobre o próprio cinema. Documentários observacionais, ficções autobiográficas, experimentações metalinguísticas e filmes de arquivo constroem narrativas que abordam desigualdade, violência, memória urbana, pertencimento indígena e a história do cinema popular brasileiro. Ao encerrar com uma homenagem crítica ao imaginário cinematográfico nacional, a sessão reafirma a praça como espaço de visibilidade, debate e reinvenção coletiva das imagens.